O que é demonstração de fluxo de caixa e como fazer da melhor forma?

Você sabe o que é demonstração de fluxo de caixa e por que é tão importante acompanhá-la? Basicamente, trata-se de uma ferramenta que tem por objetivo mostrar aos gestores a flutuação de recursos de uma companhia, ou seja, a entrada e a saída de dinheiro que ocorreram em determinado período.

Essa informação será a base de decisões cruciais dentro de um negócio, tais como: tomada de recursos com terceiros, planejamento de vendas, gastos, investimentos, entre outras ações. Além disso, estamos tratando de um documento de apresentação obrigatória para algumas empresas.

Neste artigo, você conferirá as principais informações acerca da demonstração do fluxo de caixa e como pode utilizar essa ferramenta a seu favor. Acompanhe!

A demonstração de fluxo de caixa e sua obrigatoriedade

Você já sabe que a demonstração do fluxo de caixa serve para demonstrar o movimento de entradas e saídas que ocorreu em uma empresa, ou seja, quanto que foi recebido e pago dentro de um período.

Nesse contexto, para que se possa obter essa ferramenta, é necessária a realização de uma espécie de controle, ou seja, todo o recurso que entra ou sai precisa ser devidamente escriturado em um sistema que seja capaz de efetuar os cálculos e gerar a demonstração, também conhecida por DFC.

Nesse sentido, muitos empresários acabam, simplesmente, negligenciando esse tipo de ferramenta com o único objetivo de economizar e reduzir suas despesas fixas. Porém, o Governo Federal, criou a Lei nº 11.638/2007 que alterou o artigo 176 da Lei nº 6.404/76, que, entre outras modificações, passou a obrigar algumas empresas a apresentarem sua DFC.

Esses negócios, portanto, precisam apresentar para os usuários externos a situação financeira do empreendimento demonstrando isso em sua DFC que é dividida em 3 fluxos:

  • caixa operacional;
  • investimentos;
  • financiamento.

Além dessa divisão também existem alguns modelos denominados de direto e indireto, os quais mencionaremos logo a seguir. Para cumprir com as exigências legais deve ser apresentado o formado indireto, portanto, para a gestão interna do negócio o modelo ideal é o direto por ser um formato que visa um melhor gerenciamento.

A importância da DFC para as empresas

A importância dessa ferramenta está ligada à questão das suas finanças. A partir dele, é possível obter uma boa base de dados para tomar decisões e definir estratégias de gestão do negócio. Ao executar um bom fluxo de caixa, o gestor adquire analises mais precisas sobre a situação financeira da empresa.

Por exemplo, suponhamos que você traçou uma estratégia para atrair alguns clientes e, para tanto, decidiu fazer uma semana com descontos especiais. Ao final desse período, notou que as vendas subiram 25%, totalizando um montante de R$ 50.000,00 a mais do que era previsto.

Aparentemente, um excelente resultado, mas, suponhamos que, ao registrar as receitas e despesas desse período, você notou que a promoção oferecida fez com que as despesas crescessem, totalizando um montante de R$ 55.000,00. Ou seja, ao registrar as operações e fazer o fluxo de caixa, foi possível constatar que a ação, em vez de gerar lucros, acabou prejudicando o seu negócio.

E como o empresário pode utilizar isso a seu favor? Simples, aprendendo com o exemplo e elaborando outro tipo de estratégia para a captação de clientes. Obviamente, esse é apenas um exemplo hipotético que separamos para mostrar como a DFC pode fazer toda a diferença em um negócio.

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Os dados que devem constar na demonstração do fluxo de caixa

Agora, vamos discorrer um pouco sobre os dados que devem constar em sua DFC. Inicialmente, você precisa entender que ela é dividida em 3 partes. A primeira é o registro das atividades operacionais e, nessa etapa, é necessário que constem alguns dados, como:

  • recebimento de clientes e outros;
  • pagamentos a fornecedores, funcionários, impostos etc.;
  • recolhimento para outros credores.

O saldo dessa primeira parte significa o resultado das atividades operacionais da empresa. No segundo bloco, são descritas as atividades de investimento, tais como: recebimento de venda de ativo imobilizado, compra de bens, entre outras.

Por fim, temos o bloco em que são registradas as atividades de financiamento, tais como: empréstimos, amortizações, debêntures, integralização de capital, pagamento de dividendos, entre outras.

Os métodos de apresentação

Existem dois métodos para se fazer uma demonstração do fluxo de caixa. O primeiro é chamado de direto. Nessa metodologia, a DFC tem como referência os pagamentos e recebimentos relacionados ao caixa bruto de um empreendimento. Ele é o mais utilizado pelas empresas no Brasil . Esse modelo é mais utilizado para finalidades gerenciais, ou seja, para realizar controles internos de entradas e saídas de recursos financeiros.

O método indireto é menos comum. Nele, a DFC tem como referência a relação entre o resultado do próprio caixa, o das atividades e do lucro líquido. Ele é relativo aos lucros obtidos ou aos prejuízos que a companhia teve registrados em sua Demonstração de Resultados, por isso, é chamado de indireto.

Geralmente, as empresas que mais utilizam esse modelo de demonstração de fluxo de caixa são aquelas que publicam seus balanços ou quando ocorre a exigência por meio de auditoria contábil.

A utilização da DFC nas empresas

A DFC pode ser utilizada em várias funções dentro de uma empresa. Apesar de ser uma obrigatoriedade, um gestor pode utilizá-la para tomar decisões, traçar cenários e definir estratégias. Com ela, é possível, por exemplo, controlar a entrada e a saída de recursos em um determinado período, avaliar se as receitas serão suficientes para cobrir gastos previstos e, antecipar algumas decisões sobre ações relacionadas à falta ou à sobra de dinheiro.

Além dessas funções, a DFC pode demonstrar se a empresa vem trabalhando com certa folga financeira ou com recursos apertados. Com essa informação, será possível, por exemplo, saber se é viável ajustar preços para cima ou para baixo, facilitando a concessão de descontos ou a realização de promoções, evitando que essas práticas acabem por gerar prejuízos para o seu negócio, como vimos no exemplo.

Por fim, também é possível verificar se os recursos financeiros que estão disponíveis são suficientes para tocar o negócio e mantê-lo ativo ou se será necessário recorrer a meios externos para obtenção de dinheiro, tais como sócios ou financiamentos bancários.

O preenchimento da ferramenta

Apesar de proporcionar vantagens incalculáveis, a DFC ainda é um desafio para muitos empresários. Isso porque seu preenchimento demanda certos conhecimentos técnicos contábeis e financeiros.

Afinal, para que uma DFC seja aceita pelos órgãos de registro e proporcione todos os benefícios que mencionamos, é necessário que ela seja preenchida de forma correta. Porém, a dificuldade que pode ser encontrada nesse processo jamais poderá ser motivo para que você não faça e utilize esse tipo de ferramenta.

Para tanto, você pode contar com o apoio de uma empresa especializada e que tenha expertise em lidar com esse tipo de assunto. Assim, além de saber o que é demonstração de fluxo de caixa e conhecer suas vantagens e a usabilidade, você poderá ter mais precisão na hora de analisar e tomar decisões com base nessa ferramenta.

Portanto, convidamos você a entrar em contato conosco e conversar com um de nossos especialistas. Nós podemos ajudar na montagem, na escrituração e na análise dessa e de outras ferramentas importantes para o seu negócio.

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