A partir de 2027, o Brasil dará início à implementação do split payment, um dos pilares operacionais da Reforma Tributária. Esse novo sistema mudará de forma significativa como os impostos sobre o consumo são recolhidos. Como resultado, o governo ganhará mais transparência e controle, enquanto as empresas precisarão se adaptar a novos desafios de fluxo de caixa e gestão contábil.
O que é o Split Payment
O split payment é um modelo em que os tributos são retidos e enviados automaticamente ao fisco no momento do pagamento. Em outras palavras, quando uma empresa paga por um produto ou serviço, o valor do imposto vai diretamente para o governo, e não mais para o fornecedor.
Na prática, o pagamento se divide (“splitado”) entre o fornecedor e o ente arrecadador. Dessa forma, o processo se torna mais automatizado, reduzindo o risco de inadimplência tributária e aumentando a rastreabilidade das operações.
Além disso, o sistema será opcional em sua fase inicial e aplicado apenas em operações B2B (empresa para empresa). A obrigatoriedade dependerá da maturidade tecnológica e da integração entre bancos, sistemas de pagamento e plataformas fiscais.
Como funcionará o modelo
O split payment será incorporado aos novos tributos criados pela Reforma: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Esses dois tributos substituirão gradualmente PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS.
Nos pagamentos eletrônicos, o valor líquido que a empresa receberá já virá deduzido do imposto devido. Assim, o repasse aos entes federativos ocorrerá automaticamente, sem necessidade de recolhimento manual.
Portanto, a automação fiscal se tornará parte central do processo tributário das empresas brasileiras.
Impactos para as empresas
O novo modelo representa um avanço importante em segurança jurídica e conformidade fiscal. Por outro lado, ele exige ajustes estruturais, tecnológicos e financeiros por parte das empresas.
Fluxo de caixa:
Como o imposto será retido no pagamento, o valor líquido recebido diminuirá. Consequentemente, será necessário revisar políticas de capital de giro e precificação para manter a rentabilidade.Gestão fiscal e tecnológica:
O split payment demandará integração entre sistemas contábeis, bancários e fiscais. Dessa maneira, a automação tributária se tornará essencial para garantir controle, eficiência e consistência nos registros.Governança e compliance:
A rastreabilidade total das operações tende a reduzir a sonegação e elevar a transparência. Com isso, as empresas que já seguem boas práticas de compliance tributário sairão em vantagem competitiva.
Por que o sistema será opcional no início
A implementação gradual do split payment tem como objetivo permitir uma adaptação suave e segura para empresas e entes federativos. Desse modo, a fase inicial busca reduzir riscos técnicos e evitar impactos bruscos no fluxo de caixa — especialmente para pequenas e médias empresas, que costumam ter mais dificuldade de atualização tecnológica.
Perspectiva estratégica
Mais do que uma simples mudança de sistema, o split payment representa uma evolução na governança fiscal brasileira.
Ao automatizar o recolhimento de impostos e minimizar a intervenção humana, o modelo aumenta a eficiência, reduz fraudes e reforça a transparência.
Além disso, essa transformação exigirá um novo posicionamento das áreas contábil e financeira, que precisarão atuar de maneira mais integrada e estratégica.
Portanto, empresas que se anteciparem e ajustarem seus processos de planejamento tributário estarão em posição de destaque. Enquanto isso, aquelas que deixarem para depois poderão enfrentar custos operacionais mais altos e riscos de não conformidade.
Como a Rocha & Montarroyos Consultoria pode apoiar
A Rocha & Montarroyos Consultoria oferece suporte técnico e jurídico especializado para empresas que desejam se preparar para o split payment e para as mudanças trazidas pela Reforma Tributária.
Entre as principais soluções, destacam-se:
Diagnóstico tributário e financeiro para avaliação de impacto;
Planejamento estratégico de fluxo de caixa e precificação;
Adequação de sistemas e controles internos à nova legislação;
Capacitação de equipes fiscais e contábeis;
Consultoria contínua em governança e compliance tributário.
Dessa forma, sua empresa poderá enfrentar a transição com segurança, previsibilidade e eficiência operacional.
Conclusão
O split payment marca um avanço decisivo rumo à eficiência e transparência no sistema tributário brasileiro.
Embora a mudança traga benefícios evidentes, ela também exige planejamento, tecnologia e apoio especializado.
A RM Consult está pronta para orientar sua empresa em todas as etapas da transição, transformando as mudanças fiscais em oportunidades estratégicas de crescimento e segurança.

